- O primeiro dependeu de artistas nacionais de "pouca qualidade" e de artistas estrangeiros que para ca vieram viver e prolongaram o gosto classicizante, como os que trabalharam para o Palácio da Ajuda.
- O segundo deu mostras do seu valor e da sua autenticidade através do génio de dois pintores: Vieira Portuense e Domingos Sequeira.
Vieira Portuense e Domingos Sequeira foram incluidos cronologicamente no neoclássicismo, tendo percorrido várias cidades de Ítalia e Inglaterra onde ganharam vários prémios. Ambos trabalharam no Palácio da Ajuda e tornaram-se profundos conhecedores das melhores obras de arte.
Pinturas do neoclássico:
Vieira Portuense, D.Filipa de Vilhena armando seus filhos cavaleiros, 1801, Londres. Bem, neoclássica pela modelação dos corpos, pelas cores e pela composição, esta obra parece inspirada em David.
Vieira Portuense, Leda e o cisne, 1798. Foi a síntese das influencias recebidas e prova da sua habilidade: paleta clara, arvoredo denso, nu voluptuoso.
Domingos Sequeira, Alegoria à Constituição,1821, Museu Nacional de Arte Antiga. A lusitânia, num trono, é ladeada pela abundância, mais baixo pela minerva, e mais baixo ainda, de frente e de vestes brancas, pela liberdade, para a qual se dirige um grupo de figuras; bem destacado, escondendo a cara, está o despotismo. Tudo está envolvido por um arranjo cénico dramático.



Na fachada, um tanto arcaizante, destaca-se o modúlo central onde se abre uma varanda balaustrada com estátuas.