terça-feira, 24 de abril de 2007

A pintura neoclássica...em Portugal

Seguindo de perto os principios do neoclássicismo, temática baseada na história da Grécia e de Roma, importância dada ao desenho em desfavor da cor, contorno nítido, fim do tratamento do claro-escuro, a pintura de Oitcentos em Portugal viveu dois momentos simultâneos.
  • O primeiro dependeu de artistas nacionais de "pouca qualidade" e de artistas estrangeiros que para ca vieram viver e prolongaram o gosto classicizante, como os que trabalharam para o Palácio da Ajuda.

  • O segundo deu mostras do seu valor e da sua autenticidade através do génio de dois pintores: Vieira Portuense e Domingos Sequeira.

Vieira Portuense e Domingos Sequeira foram incluidos cronologicamente no neoclássicismo, tendo percorrido várias cidades de Ítalia e Inglaterra onde ganharam vários prémios. Ambos trabalharam no Palácio da Ajuda e tornaram-se profundos conhecedores das melhores obras de arte.


Pinturas do neoclássico:
Vieira Portuense, D.Filipa de Vilhena armando seus filhos cavaleiros, 1801, Londres. Bem, neoclássica pela modelação dos corpos, pelas cores e pela composição, esta obra parece inspirada em David.


Vieira Portuense, Leda e o cisne, 1798. Foi a síntese das influencias recebidas e prova da sua habilidade: paleta clara, arvoredo denso, nu voluptuoso.

Domingos Sequeira, Alegoria à Constituição,1821, Museu Nacional de Arte Antiga. A lusitânia, num trono, é ladeada pela abundância, mais baixo pela minerva, e mais baixo ainda, de frente e de vestes brancas, pela liberdade, para a qual se dirige um grupo de figuras; bem destacado, escondendo a cara, está o despotismo. Tudo está envolvido por um arranjo cénico dramático.

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